“Entre strudel, bolachas e stolen – receitas e memórias”, Juliana Reinhardt

julianareinhardt_foto_gilsoncamargo_nobeto_27_09_12_curitibaPesquisadora lança livro de receitas sobre a tradição culinária dos doces alemães em Curitiba.

Eu peguei alguns doces alemães que são importantes para esta cultura, os mais presentes, que são considerados tradições culinárias, e através desses doces alemães eu resgatei memórias dessas famílias, de algumas famílias específicas, que são as familias das depoentes que estão aqui. Então não é um livro só de receitas nem é um livro só de memórias, é um livro que traz tudo isso. E como receita e comida trazem emoção, é um livro que tem emoção, que tem prazer, tem identidade, história…

Depois que eu tive as meninas eu deixei de sair, mas, quando a gente sai a gente quer vir aqui no Beto. Então, pra mim é um lugar que tem uma afetividade, sabe. Eu tenho uma afetividade grande com esse lugar. Aqui tudo é lindo, todo canto é lindo, sabe…

Juliana Reinhardt

stollen_foto_gilsoncamargo_nobeto_27_09_12_curitiba1“Entre Strudel, Bolachas e Stolen: receitas e memórias” é um livro que conta através de receitas as lembranças vinculadas a doces alemães. Isto porque a doçaria alemã é considerada uma das mais refinadas existentes e está fortemente presente entre os curitibanos descendentes desta cultura. O lançamento do livro aconteceu na quinta feira 27/09, aqui na Aldeia do Beto.

A partir das histórias de vida e das receitas de doceiras descendentes de imigrantes alemães que vivem em Curitiba a obra resgata as tradições culinárias que resistiram ao tempo e a modernidade e permanecem na mesa de muitos curitibanos. É o caso da família de uma das entrevistadas, Dona Rose, que apesar de ser especialista em apfelstrudel, conhecido por nós como o strudel, conta que suas maiores lembranças remontam à confecção dos biscoitos da vovó ou natalinos, os mehlltoss feitos pela sua mãe. “Era feito fora de casa em um forno à lenha que ficava no pátio. Todas as crianças ajudavam. Depois de assado, faziamos figurinhas, passarinhos, meia luas. Depois passavamos o glacê e açúcar colorido, fazíamos para colocar em latas.”

A autora é Juliana Cristina Reinhardt, doutora em História da Alimentação e também descendente de alemães. Pesquisadora de temas sobre cultura alimentar e Patrimônio Cultural Imaterial, já publicou dois livros: A PADARIA AMÉRICA E O PÃO DAS GERAÇÕES CURITIBANAS, em 2011 e DIZ-ME O QUE COMES E TE DIREI QUEM ÉS: ALEMÃES, COMIDA E IDENTIDADE neste ano. Também é de sua autoria o documentário “A broa nossa de cada dia”, que registrou a broa de centeio como Patrimônio Cultural Imaterial de Curitiba.

O livro conta com o incentivo da Lei Municipal de Cultura e patrocínio do BANCO DO BRASIL. Conta ainda com os apoios da PADARIA AMÉRICA e EMPADAS BRASIL CURITIBA.

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Fotos: Gilson Camargo

Em 14 de maio de 2013 por Gilson Camargo

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