MUDANÇAS inserção urbana e exposição – Eliane Prolik

A exposição criada para o espaço do Centro Cultural Sistema Fiep, em Curitiba, traz trabalhos inéditos da artista Eliane Prolik. O uso do espaço expositivo propõe uma apreensão poética dos fluxos da vida cotidiana, dos movimentos e dinamismos que elaboram leitura e percepção da cidade, tanto na ocupação do Centro Cultural quanto na inserção urbana. A exposição é composta por duas projeções e intervenções no espaço. Os elementos da exposição apresentam uma relação direta com o trânsito urbano, a vida contemporânea e questões da virtualidade. Os materiais utilizados, a disposição do espaço e o fluxo do movimento dos vídeos remetem a esse lugar que ocupamos e passamos.

Deslocamentos, mudanças, encontros e desencontros

Mudanças é um trabalho em que nossa percepção se modifica a cada passo, a cada encontro com os objetos. Na experiência com o trabalho, o sujeito é capaz de reconfigurar as evidências do visível, sob um regime de pressupostos e suposições, que, para Rancièri (2010), chama-se inteligência coletiva de emancipação. “É que toda situação é passível de ser fendida no interior, reconfigurada sob outro regime de percepção e significação. Reconfigurar a paisagem do perceptível e do pensável é modificar o território do possível.” Seja a nossa capacidade de compreender o contexto histórico, sejam as questões próprias da arte, tudo se mistura em contínua mudança.

A cidade, em movimento e mudança constantes, tem sua imagem recortada e enquadrada, e é vista através da abertura de um caminhão. Ao mover-se, aquele espaço destinado a conter e transladar objetos de modo temporário comporta, agora permanentemente, a imagem mutante da cidade, o que sublinha a importância da relação contemporânea com a imagem mediada fotográfica e cinematograficamente, junto à fisicalidade de um corpo público escultórico exposto, o Caminhão. A inserção urbana móvel de Eliane Prolik, localizada no ponto de fretes da Avenida Cândido de Abreu, no centro da cidade de Curitiba, é um veículo-escultura que transita com paredes laterais recortadas, o que nos permite enxergar dentro e através dele.

O caminhão, que exerce um papel importante na produção industrial brasileira, transporta, por todo o país, os mais diversos conteúdos. Na obra, escapa caber-lhe algo dentro. O veículo, com seu protagonismo funcional interrompido, passa a ser utilizado como um dispositivo artístico, como ponto de partida para a discussão sobre as relações entre arte e sociedade. Eliane opera um deslocamento ocupando um espaço destinado à mercadoria; a arte reflete sobre o espaço do Mercado, numa operação de apropriação da mais-valia financeira. Assim, como em Inserções em circuitos ideológicos, de Cildo Meireles, o veículo é modificado e devolvido ao circuito. Sua operação comercial se torna uma operação artística ao se assumir como um objeto de arte.

Uma comunicação acontece entre o espaço urbano da rua e os elementos internos da exposição Mudanças, no Centro Cultural Sistema FIEP, contornada por duas grandes projeções de vídeo e pelo embaralhamento de objetos de diferentes tamanhos e materiais reflexivos. Se a sala expositiva é marcada pela modulação de colunas no espaço, o trabalho da artista transforma esse espaço racionalizado e ortogonal em aberturas pluridirecionais, com recortes ativos. As imagens das coisas se duplicam no chão brilhante do piso de pedra e tudo se modifica com a passagem da luz, no dia e na noite.

O movimento das luzes no vídeo se retroalimentam e nos inserem nos demais elementos da exposição. A cor pulsante cria um ambiente imersivo, em que o caminhar é cuidadoso. O encontro com cada elemento se dá por pequenas descobertas dos vários trajetos possíveis e virtuais, entre o espaço e seus reflexos. As projeções de vídeos sobre paredes-telas abertas, não reclusas, se expandem simultaneamente nos planos do piso e nas janelas de vidro laterais. A sequência de imagens de lanternas vermelhas ou faróis trazem os fluxos em curso, a passagem objetiva do tempo, a dinâmica e a velocidade de movimento. A cor vermelha nos remete à urgência desse tempo, ao nosso fluxo sanguíneo e, inevitavelmente, ao estado de alerta. Um labirinto do espaço, do corpo e da cidade.

Entre as projeções, temos três elementos distintos que compõem a exposição: os Painéis Debatedores, os Carrinhos e as Escadas-Plataformas. Os Painéis Debatedores, direcionados horizontalmente, são uma espécie de espelho duplo, frente e verso em aço inox, que posiciona reflexos parciais, tanto de nossa presença quanto do espaço que nos circunda, em fragmentos, cortes e direções. A leitura de Alberto Tassinari sobre as relações entre obra de arte e espaço nos permite perceber o espaço da exposição tornar–se parte do trabalho da artista, um espaço “em obra”, como chamaria Tassinari. O reconhecimento do nosso reflexo se torna parte fundamental na percepção desse objeto como obra de arte: um reflexo, que não é dado por inteiro e movediço, transita em várias localidades e tempos reapresentados.

De natureza movente, os Carrinhos estão para o corpo em sua escala, com interior vazado e estrutura de túnel aparente, meio banco ou baú, objeto construído por uma superfície-invólucro curvada no topo. Semelhantes à carroceria do caminhão, os frisos no alumínio oferecem um reforço e sequenciam o ritmo, conduzindo sobre a ondulação das linhas o que se reflete em sua superfície, marcando a passagem das imagens do vídeo.

As escadas se desdobram em outras vistas, próximas ao teto, sobre a ação e a contração de ascender. Sobre rodas e revestidas com material de reflexibilidade, revertem a própria escalada e a sucessão de degraus. As plataformas superiores não dão acesso ao corpo. O teto é baixo: não é uma questão de funcionalidade ou de cabimento, mas de proposição imaginativa, para a percepção da resistência e mudança iminente, limite e deslimite. As Escadas-Plataformas, objetos apropriados da indústria e transformados – referência ao Pop e ao Minimalismo, que permeiam a produção da artista –, criam um embaralhamento visual. Sua forma vertical se relaciona às colunas do espaço e a uma dinâmica de deslocamentos na exposição.

MUDANÇAS inserção urbana e exposição – Eliane Prolik – Fotografia Gilson Camargo

Sobre o pano de fundo contra o qual a arte se destaca, há um estado líquido de sociedade, em constante mudança. Talvez, o que a arte ou uma instalação, performance, imagem podem fazer é marcar uma possível ou real mudança, no que diz respeito aos costumes, às medidas, aos dispositivos técnicos e organizacionais que definem como devemos nos comportar e como podemos nos relacionar uns com os outros. Pode, finalmente, alterar os regimes de visibilidade e da percepção. 

Em Mudanças, o espaço e seu contexto fazem parte da experiência da obra, num jogo de rebatimento com a cidade e a questão industrial e virtual da sociedade, em que a prática artística não é só a exterioridade do trabalho, mas sua forma de visibilidade deslocada.

Ana Rocha, 2016

Displacements, changes, encounters and disagreements

Changes is a piece in which our perception is modified at every step, at every encounter with an object. In experiencing the piece, one is capable of reconfiguring visible evidence, under a system of assumptions and presumptions that, according to Rancièri (2010), is called collective emancipation intelligence. “It’s that every situation can be split on the inside, reconfigured under another system of perception and meaning. Reconfiguring the landscape of what is perceivable and thinkable means modifying the territory of what is possible.” Be it our aptitude to understand historical context, be it art’s own questions, everything mingles in continuous change.

The city, in constant movement and change, has its image cropped and framed, and is seen through an opening in a truck. By moving, that object meant to contain and transport objects temporarily now houses, permanently, the city’s shifting image, which underlines the importance of the contemporary relationship with the image measured photographically and cinematographically, along with the physicality of an exposed public sculptural body, the Truck. Eliane Prolik’s urban insertion, located at Avenida Candido de Abreu’s freight point, in the city of Curitiba’s center, is a sculpture-vehicle that transits with cropped side walls, which allows us to see within and through it.

The truck, which plays an important part in Brazilian industrial production, transports, around the entire country, the most diverse contents. In the piece, it’s imperceptible that something would fit inside. The vehicle, with its functional purpose interrupted, ends up being utilized as an artistic vehicle, as a launching point for discussion about the relationship between art and society. Eliane operates a displacement occupying a space dedicated to merchandise; the piece reflects about the Market’s space, in an appropriation of financial worth. Thus, as in Insertions in ideological circuits, by Cildo Meireles, the vehicle is modified and returned to the circuit. Its commercial operation becomes an artistic operation by transforming into an object of art.

Communication happens between the street’s urban space and the Changes exhibit’s internal elements, in the FIEP System Cultural Center, surrounded by two large video projections and by the shuffling of objects of different sizes and reflective materials. If the exhibit room is marked by the modulation of columns in the space, the artist’s work transforms this streamlined and orthogonal space into multidirectional openings, with active cutouts. Objects’ images duplicate on the shiny stone floor and everything changes with the passage of light, during the day and during the night.

The movement of lights in the video feed off of each other and insert us into the exhibit’s other elements. The pulsating color creates an immersive environment, through which one must walk carefully. One encounters each element through small discoveries of various possible and virtual trajectories, between the space and its reflections. The video projections over open wall-screens, not reclusive, expand simultaneously over the planes of the floor and of the side glass windows. The sequence of images of red headlights or traffic lights reflect flows in progress, the objective passage of time, dynamics and the speed of movement. The red light reminds us of the urgency of this moment, of our blood flow and, inevitably, of alertness. A maze of space, the body, and the city.  

Among the projections, there are three distinct elements that make up the exhibit: the Tossing Panels, the Carts and the Platform-Ladders. The Tossing Panels, positioned horizontally, are a type of double mirror, front and back in stainless steel, which position partial reflections, of our presence as well as of the space surrounding us, in fragments, sections and directions. Alberto Tassinari’s essay about the relationships between works of art and space allows us to notice the exhibit’s space becoming part of the artist’s work, a space “at work,” as Tassinari calls it. Recognizing our own reflection becomes a fundamental part of perceiving this object as a work of art: a reflection, which is partial and in movement, transits in several represented locations and times.

Of moving nature, Carts are similar to the body in their scale, with a hollow interior and apparent tunnel structure, half bench or chest, an object constructed by a surface-shell that is curved on top. Similar to the truck body, the grooves in the aluminum offer reinforcement and mark the pace, conducting over the ripples of the lines what is reflected on its surface, marking the passage of the video images.

The ladders unfold into other views, close to the ceiling, about the action and contraction of ascending. On wheels and covered in reflective material, they invoke climbing and the succession of steps. The upper platforms don’t allow the body access. The ceiling is low: it’s not a matter of functionality or fit, but of imaginative proposal, of perceiving imminent resistance and change, limits and lack thereof. The Platform-Ladders, objects appropriated from industry and transformed – a reference to Pop and Minimalism, which permeate the artist’s work – create a visual shuffle. Their vertical form relates to the columns in the space and to the exhibit’s movement dynamics.

Over the backdrop from which the piece stands out, there is a liquid state of society, in constant change. Maybe, what art or an installation, performance, or image can do is mark a possible or real change, in regards to customs, measures, and the technical and organizational devices that define how we should behave and how we should relate to others. It can, finally, alter the systems of visibility and perception.

In Changes, space and its context are part of the work’s experience, interplaying with the city and with society’s industrial and virtual aspects, in which the artistic practice is not only an external representation, but also its shifted visibility.

Ana Rocha, 2016

FLUXO E MATRIZ (ou vice-versa)

Adolfo Montejo Navas

Esta luz vermelha de Eliane Prolik fala paradoxalmente de duas dinâmicas que convergem e se atritam na simbologia polissêmica da cor: a dinâmica urbana, pública que risca nosso habitat e nossa percepção com seus raios de luz (como avisos de segurança, perigo) e a dinâmica humana (que remete à natureza interna que se embrenha no sangue, à libido, ao fluxo vital, à história das emoções: “o sangue é vida”, dizia Bram Stoker em Drácula, por exemplo). Essa dupla encarnação da luz oferece a Red Ahead (2015) sua potência ampla, suas camadas sensoriais e conceituais mais abertas: é luz embrenhada na pólis e, ao mesmo tempo, no corpus como um fluxo indivisível: entranha lumínica e fisicalidade visual (interior e exterior de nossa vida tanto coletiva quanto íntima). Fluxo, portanto, correnteza, movimento, velocidade e, por isso, índice mais temporal que espacial, apesar das aparências tão fortes e, até diríamos, ofuscantes em sua espessura do real. Red Ahead é mais movimento e velocidade que espaço conservado, estratificado, ainda que não deixe nunca de ser precisamente matriz, nó, ponto cego que irradia reverberações, ressonâncias (sempre mais inquietantes que consoladoras).

Assim, a contaminação da luz vermelha ultrapassa a própria instalação com seu ponto de fuga em curva e se faz porosa no ar – elemento cada vez mais presente no vocabulário da artista -, manchando-nos com seus reflexos espelhados. Teto, paredes, chão (deste canto do museu) são parte desta invasão corpórea-incorpórea, pois tudo acaba sendo uma matéria pulsante, quase uma célula física, uma concavidade uterina do vermelho. Essa mesma contaminação do arquivo imagético, feito em módulos, se expande para o vídeo que amplifica e dimensiona o caleidoscópio vermelho que vivemos e metabolizamos de fora para dentro e vice-versa. Aqui, as luzes dos faróis traseiros dos carros, de aviso de frenagem, e as luzes de emergência dos prédios (duas coordenadas em conjunto) ganham perfil de partitura sonoro-visual, tanto em sua natureza espaço-objetual quanto em sua natureza fílmica, e, em ambos casos, como módulos ou frames que são conjugados em nova sintaxe. Sendo óbvia a importância da modulação no trabalho da artista como característica contemporânea, pela constituição de uma arquitetura móbil, no sentido que sempre produz deslocação espaço-temporal, apontando para uma escultura em movimento perceptivo com nossa colaboração, em suma, é uma instalação febril que abandona seu ser estático e vibra, ressoa, ecoa conosco.

Contudo, e como um vermelho para o desvio, esta obra é, ao contrário do tempo estacionado, rarefeito que impregna a espacialidade vermelha do trabalho de Cildo Meireles (que sintonizava com o aforismo seminal de Murilo Mendes: “Einstein diz que na passagem do infinito ao finito há um desvio para o vermelho”), Red Ahead multiplica eletricamente o fluxo e é o trânsito de uma fulguração lumínica, a velocidade de outro perigo. A semântica cromática de aviso, de sinalética urbana que brilha, roda no vídeo em crescendo até atingir certo paroxismo irrefreável. Os frames da vídeo-instalação geram um estado de cinema em transe, de caleidoscópio de formas e efeitos (e afetos). Essa sismografia da “luz bandida”, segundo rotula a artista, não só reflete a poluição visual que vivemos, geramos e metabolizamos como um moto-contínuo, como expõe seu lado abissal, um desfiladeiro em vermelho. Não é em vão que a outra parte da instalação seja fruto de uma alarma (uma luz que alarma), construída como dispositivo serialmente – tijolos de luz -, como uma parede-mural que em seu espelhamento em curva acelera sua vertigem, o deslocamento, um sumidouro visual, desta vez incluindo-nos, tanto em seu eco refletido como com seu banho de irradiada luz. Se a esquina criada não promete nenhuma saída ou passagem, respira um abismo interditado, o feixe de imagens do vídeo se co-aliga, invade. Eliane Prolik coloca com Red Ahead, subliminarmente, o contrário do título, uma situação paradoxal de aproximação-atração e distância-recusa, uma espécie de labirinto visual que ultrapassa o ideário da arte cinética e nos convoca com sua perplexidade tingida, tão contingente quanto imanente.

(outubro de 2015)

FLUX AND MATRIX (or vice versa)

Adolfo Montejo Navas

Eliane Prolik’s red light paradoxically talks about of two dynamics converge and rub in the polysemic symbolism of color: the urban, public dynamic scratching our habitat and our perception with its light rays (such as safety, danger warnings) and human dynamics (which refers to the internal nature that penetrates the blood, the libido, the vital flow, the history of emotions: “blood is life,” said Bram Stoker in Dracula, for example). This double incarnation of light provides to Red Ahead (2015) its ample power, its open sensory and conceptual layers: it is an entangled light in the polis and, at the same time, the corpus as an indivisible flow: light guts and visual physicality (indoor and outside of our life both collective and intimate). Flow, therefore, current, movement, speed and, therefore, more temporal than spatial index, despite so strong and even, we would say, blinding appearances in its thickness of the real. Red Ahead is more movement and speed that saved, stratified space, although never cease to be precisely matrix node, blind spot that radiates reverberations, resonances (always more disturbing than comforting).

Thus, contamination of red light beyond the installation itself with its vanishing point in a curve to make porous in the air – element increasingly present in the vocabulary of the artist – smearing us with its mirrored reflections. Ceiling, walls, floor (this corner of the museum) are part of this corporeal-incorporeal invasion, because everything ends up being a pulsating matter, almost a physical cell, a uterine cavity of the red. This same contamination imagery archive, made in modules, expands to the video that amplifies and scales the red kaleidoscope which we live and metabolize from the outside to the inside and vice versa. Here, the tail lights of the cars, brake warning, and emergency lights of the buildings (two coordinates together) takes an appearance of an audible-visual score, both in its space-object nature and in its filmic nature, and, in both cases, as modules or frames that are conjugated in a new syntax. Obvious as it is, the importance of modulation in the work of the artist as a contemporary feature, by setting up a mobile architecture, in the sense that always produces spatial and temporal displacement, pointing to a sculpture in perceptual movement with our collaboration, in short, it is a feverish facility that abandons its being static and vibrates, resonates, echoes with us.

However, and as a red for the deviation, this work is, unlike the stable time, impregnating the red spatiality of Cildo Meireles’ work (which tuned to the seminal aphorism of Murilo Mendes: “Einstein says in the passage from the infinite to the finite there is a redshift”), Red Ahead electrically multiplies the flux and is the traffic of a luminous electrocution, the speed of another danger. The chromatic semantics warning, urban signage that shines, runs the video in crescendo right up to unstoppable paroxysm. The frames of the video installation generate a state of film in a trance, kaleidoscope of shapes and effects (and affections). The seismography of this “bandit light”, as labels the artist, not only reflects the visual pollution we live, we generate and metabolize as a perpetuum mobile, as exposes its abysmal hand, an abyss in red. We can understand why the other part of the installation is the result of an alarm (a light that alarms us), built as a serial device – a light brick – as a mural-wall that in its curve mirroring speeds up its vertigo, the displacement, a visual sinkhole, this time including us, both in its reflected echo and with its bathing radiated light. If the created corner does not promise any exit or passage, a restricted abyss breathes, the beam of the video images col-ligates, invades. Eliane Prolik subliminally places Red Ahead as the reverse of its title, a paradoxical situation of approaching-attraction and distance-denial, a kind of visual maze that goes beyond the ideas of kinetic art and calls us with his dyed amazement, as contingent as immanent.

(October 2015)

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Eliane Prolik nasceu em Curitiba, onde vive e trabalha. Graduada pela Escola de Belas Artes do Paraná, estudou arte na Itália, na Accademia di Belle Arti di Brera, em Milão e filosofia na UFPR. Integra, até janeiro de 2017, a mostra A Cor do Brasil, no MAR (Museu de Arte do Rio de Janeiro) e, expôs anteriormente na Bienal de Curitiba (2015), 25ª e 19ª Bienal Internacional de São Paulo (1987 e 2002), Bienal Brasil Século XX (1994), Panorama da Arte Brasileira (1991 e 1995), com individuais recentes: Matéria do Mundo, Museu Oscar Niemeyer (2014) e Atravessamento, no Museu Municipal de Arte de Curitiba (2012). Possui obras nas principais coleções públicas como Pinacoteca do Estado, MAC- e MAM em São Paulo, MAM e MAR no Rio de Janeiro e instituições locais.

Fotos: Gilson Camargo

Em 1 de dezembro de 2016 por Gilson Camargo

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