Vivências artísticas no Campo das Artes – São Luiz do Purunã/PR

Em contrapartida pelo uso das instalações do Campo das Artes, em São Luiz do Purunã, para atividades extra curriculares, professores do Colégio Medianeira, de Curitiba, realizaram oficinas de gravura, música, teatro, e fotografia, em 03/10, em uma atividade pioneira no local, aberta aos alunos da rede pública estadual de ensino.

Boa tarde pessoal! Estamos aqui no Campo das Artes, com grande prazer, em um dia muito bacana, com o Colégio Estadual Vereador Donozor Nunes Nogueira, daqui de São Luiz do Purunã (Balsa Nova), com várias oficinas: fotografia, tijologravura com plantas do terreno e da estufa, aulas de teatro, fotografia com a Ana, e essa aqui foi a oficina Contando com Sons, na qual a gente criou uma história e uma música, O Velho Rabugento.

Então, a gente vai tocar a música que conta a história sem o uso das palavras, só com os efeitos da percussão, daí no final a gente conta a história pra vocês. Nós contamos com a colaboração de vocês com três minutinhos de silêncio, nem três, a peça dura dois minutos, eu acho, mas tem bastante delicadeza aqui, então a gente pede dois minutinhos de silêncio, por favor, porque é bem importante pra gente, ok?

Podemos começar pessoal? Então vamos lá, hein! Silêncio por favor, tá? Obrigado. Atenção, hein… valendo!

Denis Mariano

Récita do poema “Infância”, de Carlos Drummond de Andrade, por Marco Antonio Garbellini; e execução de “O Menino da Porteira”, na viola, por Anderson do Purunã.

Infância
Carlos Drummond de Andrade

Meu pai montava a cavalo, e ia para o campo.
Minha mãe ficava sentada cosendo.
Meu irmão pequeno dormia.
Eu sozinho menino entre mangueiras
lia a história de Robinson Crusoé,
comprida história que não acaba mais.

No meio-dia branco de luz uma voz que aprendeu
a ninar nos longes da senzala – e nunca se esqueceu
chamava para o café.
Café preto que nem a preta velha
café gostoso
café bom.

Minha mãe ficava sentada cosendo
e olhando para mim:
– Psiu… Não acorde o menino.
Para o berço onde pousou um mosquito.
E dava um suspiro… que fundo!

Lá longe meu pai campeava
no mato sem fim da fazenda.

E eu não sabia que minha história
era mais bonita que a de Robinson Crusoé.

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Em 12 de outubro de 2017 por Gilson Camargo

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